SãoCesário,arcebispode
Arles (cidade do sul da França), viveu de 470a542.Sua celebreprofecia
foi descoberta entre os documentos de monsenhorDu Lau (último arcebispo de Arles, falecido (martirizado) em
1789), em março de 1847 pelo abade Trichaud, que a traduziu do
latim para o francês e a publicou em 1852 em seu livro biográfico
sobre São Cesário. Escritaemlatim, esta profecia apresenta a particularidade de, num só
corpo de texto, embutir, casar e conciliar duas narrativas proféticas
distintas no tempo.Na
primeira narrativa o texto profético vai desde a peste que atingiu
Arles, logo após a morte de São Cesário, e matou o seu
substituto, até a queda de Napoleão I e a volta de Luís XVIII. Na
segunda narrativa, o texto inicia-se na Revolução Francesa (que é
o elo temporal entre os dois textos), e vai até a chegada e ação
do Grande Monarca esperado, cobrindo todos os acontecimentos da III
Grande Guerra: para isso embute toda a primeira narrativa - que
oculta, na verdade, todos os acontecimentos relativos à III Grande
Guerra. O próprio título da profecia indica seu próposito:Magnasancti Caesarii LatensisArchiepiscopi Praedicto (A grande profecia oculta de São Césário).
Para esta página citarei extratos mais significativos desta magnífica
profecia.
A
Revolução Francesa e a ascensão de Napoleão
está
predita neste trecho:
Execução de Luís XVI: 21/1/1793
“Masos filhos da mentira tramam clandestinamente projetos de traição.
Enquanto que o solo bárbaro é dominado pela bandeira branca
vitoriosa, os Capetíngios tremem, ignominiosamente traídos e a
criança predestinada éimpelidaao exílio por umasoldadescafuriosa.A cabeçado mais doce dos príncipes, de seus próximos, de seusamigos, roladoaltoem sangue. Um abismo desangueinocente
é aberto, imenso. Anjos da França tremam, atulhai-a com as
montanhas ecolinas!
NossoSalvadortãopuroé destronado porumacarneimunda.Ó
impiedosa inveja do inferno! horror! execração! devastação! Do
seio do mar Mediterrâneo sai um capitão ilustre que restabelece a
Cruz salutar erecolhenassuas mãos
guerreiras os destroços docetro.Comoa águia,
ele levanta e voa com muito orgulho. Ele se lança ao Santodos Santoscom
suas cerradas garras. Em vão. Ele mesmo é levado erompe audazmente seus ferros uma vez. Mas a sorte adversa o
ata no meiodas águasaté amorte. Os desafortunados descendentesdenossosreis voltarão;a paz é restabelecida e uma grande alegria seapoderada França...”
Napoleão I
COMENTÁRIO: Essa é uma das predições mais fantásticas
sobre esse episódio da História da França.Os “filhos da mentira” são os filósofos, os quais
Robespierre cultuará em sede de poder. Assim que se derruba a
monarquia e se proclama a República (setembro de 1792) a França se
vê ameaçada de invasão, pelos aliados, Prússia e Áustria, que são
vencidos na batalha de Valmy. Com isso, Luis XVI, acusado de traição
e lesa-pátria, é encarcerado com a família real na Torre do
Templo, de onde o rei, a rainha Maria Antonieta, a irmã do rei,
madame Elisabeth, só sairão rumo à guilhotina. O delfim Luis XVII
é retirado secretamente do Templo, em 1795. O Diretório arma um
cenário e forja a morte do menino na prisão. TODOS os profetas
dizem que o delfim escapou ileso. Mas, em abril de 2000, testes
realizados no coração dessecado do menino (que se supõe do
delfim) conservado em álcool na França, desde aquela época,
revelou tratar-se mesmo do delfim.
Montanhas de cadáveres atulharam a França. O Cristo foi retirado
do altar de Notre-Damee
sobre ele colocaram um prostituta vestida de Deusa Razão!
Robespierre nutria profunda inveja da nobreza, tudo fazendo para
exterminá-la. Nesse momento entra em cena Napoleão Bonaparte:
nascido na Córsega (“seio do Mediterrâneo”), de rápida
carreira militar (“capitão”), substitui a monarquia pelo império.
Seu símbolo: a Águia imperial. Em sua sede de glória, lança-se
contra o papado, é derrotado, abdica, volta uma segunda vez... Em
Waterloo o destino conspira contra Napoleão: Seu comandante chega
atrasado na principal batalha, de modo que o exército francês sob
o comando de Napoleão é cercado pelos prussianos e o exército de
Wellington tem tempo para se recompor. Napoleão tem uma súbita
disenteria (muito bem retratada por Nostradamus), não podendo
comandar a contento seu exército. Seus soldados são massacrados
... o imperador é levado cativo para Santa Helena (“A sorte
adversa o ata no meio das águas”). Em seu leito de morte Napoleão
confessa que foi um erro atacar a Igreja(“Em vão”). Voltam então do exílio os irmãos de Luís
XVI, a monarquia é restabelecida, a França conhece um período de
paz com seus vizinhos, e um progresso acelerado (construção de
ferrovias, submissão dos árabes, construção do canal de Suez,
etc.).