|
®
DIREITOS RESERVADOS - EDITORA SÉCULO XXI LTDA
Proibida a cópia de qualquer parte deste site,
para qualquer fim, sem autorização dos autores. LEI
9610 dos Direitos Autorais, de 1998. |
Este é um retrato escrito feito pelo melhor amigo e discípulo de
Nostradamus
RETRATO
ESCRITO PÓSTUMO DE NOSTRADAMUS
por
Jean-Aimé de Chavigny
Da Encyclopedia de
Nostradamus (St-Martin's Press)
Tradução: Wilson
de Mello Franco
"Ele era ligeiramente menor que a altura média, fisicamente
robusto, vivo e vigoroso. Tinha sobrancelhas largas, amplas, retas,
bem como o nariz, olhos acinzentados, de olhar suave, mas que
faiscavam quando estava bravo. Seu semblante era severo e
sorridente, de forma que sua severidade era vista como tempero de
grande humanidade. Suas bochechas eram avermelhadas, até mesmo na
idade avançada, a barba era longa e grossa e, exceto na velhice,
era vigoroso e enérgico, com todos os seus sentidos acurados e
relativamente inatingível. Com
respeito à sua mente, era viva e idônea, facilmente capaz de
entender qualquer coisa que quisesse. O julgamento era refinado, a
memória admirável e segura. Ele era por natureza taciturno,
pensava muito e falava pouco, ainda que discursasse perfeitamente
bem conforme o tempo e o lugar exigiam. De resto, era alerta,
sujeito a raivas súbitas, imediatas, contudo, um trabalhador
paciente. Dormia somente quatro ou cinco horas por noite. Prezava e
valorizava a liberdade de expressão e era por natureza alegre, como
também jocoso, picante, e gozador. Aprovava o cerimonial da Igreja
Romana e permaneceu fiel à fé católica e religião, defendendo
que fora dela não havia salvação. Reprovou firmemente os que se
afastaram do seu círculo, que estavam se deixando beber e alimentar
por condenáveis doutrinas estrangeiras de liberdades permissivas. O
fim deles, afirmou, seria ruim e desagradável. Não deveria eu
esquecer de mencionar que ele era um médico inclinado a prescrever
jejuns, orações, doações de esmolas, e austeridade. Detestava vício
e o condenava severamente. De fato, recordo que ao dar ao pobre, aos
quais ele era muito generoso e caridoso, constantemente estavam nos
seus lábios estas palavras da Sagrada Escritura: "Ama a retidão
e odeia a iniqüidade"(1)
(1)
Nota do tradutor: Salmos, 33: 5
|