EPÍSTOLA
A HENRIQUE REI DE FRANÇA SEGUNDO NOTAS E APRESENTAÇÃO do tradutor:
Por WILSON A de Mello FRANCO
NOTAS SOBRE A EPÍSTOLA A HENRIQUE
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Atualmente, somente os intérpretes
desavisados consideram essa Epístola como uma dedicatória de
Nostradamus ao então soberano Henrique II, medíocre rei que de
modo algum faz jus à imensa apologia que o profeta de Salon lhe
dirige.
Esta Epístola, na verdade, como se pode facilmente perceber hoje,
refere-se ao futuro Grande Monarca Universal, também chamado
Henrique.
Em algumas edições essa Epístola costuma aparecer impressa, erroneamente,
logo depois do Prefácio. Isso pareceria sem importância, mas na
Obra de Nostradamus cada detalhe é um enigma a ser decifrado. Sua
colocação imediatamente depois da Centúria VII (que contém
apenas 42 quadras) indica que o futuro Grande Monarca aparecerá nas
proximidades do SÉTIMO MILENÁRIO, que, segundo a cronologia
criptografada por Nostradamus, está se iniciando agora em 2001
(Essa cronologia se baseia nos dados agora encontrados nos
corredores da
Grande Pirâmide,
que considera a civilização ter começado 4 mil anos antes de
Cristo, e segundo se determina Bossuet).
Em outras edições a expressão "Henrique Rei de França
segundo" que Nostradamus usa como dedicatória ao destinatário,
foi substituída simplesmente por Henrique II, Rei de França,
pervertendo o verdadeiro sentido do texto.
Os acontecimentos vaticinados nesta Epístola vão desde a Revolução
Francesa - Nostradamus chega
incrivelmente a fornecer às claras o ano da queda
da monarquia: 1792
- até o fim dos tempos e a Idade de Ouro da
humanidade. Como o próprio Nostradamusinforma,
os acontecimentos preditos não se encontram em ordem cronológica.
Nostradamus viaja pelo tempo e mistura a ordem dos
acontecimentos, e para sincronizá-los se vê obrigado a deixar
lacunas no texto: num instante ele está profetizando sobre a Revolução
Francesa e Napoleão, e sem qualquer indicação, imediatamente se desloca para o final dos tempos ou acontecimentos
da III Guerra Mundial, indo e vindo no tempo.
DETALHES DE MINHA TRADUÇÃO
EM PORTUGUÊS
A TRADUÇÃO desta Epístola está o mais fiel possível ao
texto original e não vertido, como é praxe entre os
exegetas de NOSTRADAMUS, que inventam sentido para frases que não
lhes agrada o conteúdo, ou estão desconexas. Eu apenas acrescentei
alguns colchetes para melhor compreensão do texto (os
parênteses são originais de Nostradamus).
Como no
Prefácio, o
leitor poderá ignorar os colchetes que coloquei, sem qualquer prejuízo
do sentido texto original.
Todas as frases e termos que aparecem em itálico negrito
foram escritas originariamente em latim.
Como no
Prefácio,
algumas passagens são naturalmente incompreensíveis. Mas nesta
carta, em função da acentuada predição que o profeta tem que
obscurecer, o truncamento do texto é uma constante. Ademais, no século
XVI era costume escrever tudo de modo contínuo, sem parágrafos,
nem muito denodo na estética do texto.
O
leitor poderá encontrar a exegese completa desta Epístola nos
nossos livros
NOSTRADAMUS
MILÊNIO: O ÚLTIMO SEGREDO, ou em
AS CENTÚRIAS
(Os
Séculos).
NOTA
: NESTA TRADUÇÃO, SUPRIMI ALGUMAS PARTES.
AO
INVENCÍVEL E TODO-PODEROSO,
e
mui Cristão Henrique Rei de França segundo, Michel
Nostradamus seu mui humilde e obediente servidor e súdito,
vitória e felicidade.
Por [causa de] aquela soberana observação que tive, ó
mui Cristão e mui vitorioso rei, minha face estava há
muito tempo anuviada, quando me apresentei diante da
deidade de Vossa Majestade imensurável, depois disso
fiquei perpetuamente deslumbrado, não desistindo de
honrar e dignamente venerar aquele dia que, pela
primeira vez, diante dela me apresentei, a uma
extraordinária Majestade tão humana. Ora, [estava]
buscando ocasião pela qual eu pudesse manifestar o bom
coração e franca coragem, e que mediante este meu poder
pudesse fazer ampla extensão de conhecimento sobre vossa
Majestade. Ora, vendo que pelos efeitos não me seria
possível declará-lo, junto com o meu singular desejo de
minha tão longa tenebrosidade e obscuridade, ser
subitamente iluminado e transportado diante da face do
soberano olho, e do primeiro Monarca do Universo, de tal
modo que estive em grande dúvida sobre a quem consagrar
estas três Centúrias do restante de minhas profecias,
terminando o milênio [de quadras], e após haver cogitado
muito tempo, com uma temerária audácia, enderecei-as a
vossa Majestade, não ficando com isso espantado, como
relata o seriíssimo autor Plutarco na vida de Licurgo,
que vendo as ofertas e presentes que se faziam nos
sacrifícios nos templos dos Deuses imortais daqueles
tempos, e para aquele fim não se espantassem pelas
demasiadas multas, gastos e perdas, não ousavam se
apresentar nos templos.