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| Cabala |
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Texto preparado por Wilson A de Mello Franco. Todos os direitos deste texto pertencem ao autor, de acordo com a Lei 9610 dos Direitos Autorais de 1998. Não se permite a reprodução, em qualquer mídia, sem permissão do autor
O PROFETA DANIEL NOS MOSTRA O QUE ACONTECERÁ
COM A CIVILIZAÇÃO DA HIENA
Ninguém entende mais de Nostradamus; poucos entendem tanto de profetas e profecias
Nabucodonosor, rei de Babilônia, certa vez teve um sonho, no qual via uma gigantesca estátua. Era maravilhosa: tinha cabeça feita de fino ouro, peito e braços de prata, o ventre os quadris de bronze, as pernas de ferro, mas os pés eram em parte de ferro e em parte de barro. Enquanto Nabucodonosor a admirava, uma pedra foi cortada sem o auxílio de mãos humanas, e feriu a estátua justamente no seu ponto mais fraco – os pés! – e ela se esmiuçou, veio um forte vento e a varreu. A pedra, porém, se tornou uma grande montanha e encheu a terra inteira. Nabucodonosor ficou sobremaneira perturbado com esse sonho. Mandou matar os sábios da Babilônia que não conseguiram interpretá-lo (prudentemente ele não contou o sonho, para que se tivesse certeza que a interpretação dada seria a correta). O jovem cativo de Judá, Daniel, depois de narrar o sonho do rei, deu-lhe a interpretação: “Deus fez saber ao rei o que há de ser nos últimos dias”. A seguir, Daniel revela logo depois que todo este sistema de coisas, esse mundo baseado na lei do mais forte, será derrocado e sobre ele Deus suscitará um reino que jamais passará.
Todos os caminhos levam a Washington
EMILY EAKIN
-
The New York Times
Os
americanos estão acostumados a ouvir - tipicamente da boca de
estrangeiros ressentidos - que são imperialistas. Mas, ultimamente,
alguns eminentes pensadores americanos estão abraçando essa idéia.
Mais espantoso ainda é que eles estão usando essa palavra - império -
com aprovação. Desde a direita isolacionista até a esquerda habituada
a vergastar os imperialistas, um número crescente de especialistas está
entoando odes impressionantes ao Império Americano. .
. .
Em janeiro, Charles H. Fairbanks, especialista em política
externa da Universidade John Hopkins, disse, por ocasião de uma conferência
pública na universidade estadual, que a América é "um império
em formação". No mês passado, um professor da Universidade de
Yale, Paul Kennedy - que há dez anos previu a ruína da América em
conseqüência do excessivo alcance imperial dos Estados Unidos -, foi
mais longe ainda. "Jamais existiu algo como esta
disparidade de poder", escreveu Kennedy no Financial Times de
Londres. "A Pax Britannica foi administrada de maneira barata. O Exército
britânico era muito menor do que os Exércitos europeus e até mesmo a
Marinha Real britânica tinha apenas o tamanho das duas maiores Marinhas
seguintes - neste momento, todas as outras Marinhas do mundo juntas não
poderiam neutralizar a supremacia marítima americana. . . . Os
classicistas poderão ironizar essa idéia de que a América democrática
tem muito em comum com a Roma tirânica de Augusto ou de Nero. Mas os
entusiastas do império destacam que, por mais inverossímil que seja a
comparação, a América freqüentemente se comportou como um império
conquistador. Como
disse Kennedy: "Desde a época em que os primeiros colonizadores,
provenientes da Inglaterra, chegaram à Virgínia e começaram a
movimentar-se em direção ao oeste, esta foi uma nação imperial, uma
nação conquistadora." O comportamento imperial americano continua hoje. "Os Estados Unidos têm bases ou direitos de bases em 40 países", disse ele. "No ataque contra a Al-Qaeda e o Taleban, eles movimentaram navios de guerra desde a Inglaterra, o Japão, a Alemanha, o sul da Espanha e da Itália. Assim... o efeito concreto da projeção do poderio americano não é diferente do efeito da projeção do poder vitoriano ou romano." Hoje,
os estudiosos do império reconhecem que a América tende a operar, não
por meio da força bruta, mas de meios econômicos, culturais e políticos.
A idéia parece ser a de que é mais fácil transformar outros povos em
americanos do que, para os americanos, fazer guerra contra eles. "Somos
um império atraente, o único ao qual todos querem pertencer",
disse Boot. Segundo os entusiastas do império,
esta é a razão para apoiar uma Pax Americana. Num mundo anárquico,
com Estados velhacos e perigosos e células terroristas, uma América
globalmente dominante oferece a melhor esperança para a paz e a
estabilidade, afirmam eles. "Existe
um lado positivo do império", disse Kaplan. "De certa
maneira, é a forma mais benigna de ordem”.
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